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Junho Violeta: Campanha conscientiza brasileiros contra a violência ao idoso
Hoje, dia 15 de junho, marca o Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. No Brasil, a Campanha nomeada como Junho Violetatem como principal objetivo conscientizar e combater a violência contra os idosos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil já ultrapassa atualmente 30 milhões o número de pessoas acima dos 60 anos de idade. A expectativa é que, a partir de 2039, o país tenha mais pessoas idosas do que crianças na sua configuração populacional. A Organização Mundial de Saúde aponta que até 2050, o número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil vai triplicar, ocupando o posto de sexto país com a população mais idosa do planeta. No primeiro trimestre de 2023, o registro de violações de direitos humanos contra pessoas idosas chegou a mais de 202 mil, quase o dobro se comparado ao mesmo período de 2022, segundo dados da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, mantida pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) do Governo Federal. Por essa razão, com o aumento da quantidade de pessoas com mais de 60 anos há uma demanda maior de atenção a esse grupo e a campanha Junho Violeta busca justamente sensibilizar a sociedade sobre a promoção e defesa da dignidade da pessoa idosa. Entre as violências contra os idosos estão: Violência física- Caracterizado pelos abusos por meio de força física, mesmo quando não apresentam lesões ou traumas. Nessa classificação se enquadra toda ação de força contra o idoso, como empurrões, beliscões, tapas e demais agressões. Violência financeira ou econômica- São os casos de familiares ou cuidadores que se apropriam da aposentadoria do idoso para uso diário desnecessário ou até usam de oportunidades para realizarem empréstimos no nome do idoso. É fazer uso de algo que não é seu em benefício próprio. Violência psicológica - Um pouco mais escondida na sociedade, mas existente, a violência psicológica ocorre quando o idoso, apesar de estar bem e ativo, sofre um apelo psíquico da família para que ele não realize atividades que seria perfeitamente capaz de executar. Esse efeito acarreta transtornos de humor do tipo depressão, ansiedade e até tentativa de suicídio. Negligência- A negligência é a mais recorrente e pode ocorrer por meio daquela família que não leva o idoso a um acompanhamento médico de rotina, ou ainda que deixa o deixa muitas vezes sujo sem higiene adequada, isolado em algum cômodo da casa, principalmente quando se tem algum quadro de confusão mental ou demência, como o Alzheimer. A falta de alimentação ideal para a terceira idade e a ausência de atenção aos que já são acamados, com feridas e úlceras de pressão, muitas vezes abandonados, também se caracteriza nesse ponto. Portanto, ao observar sinais de violência no tratamento de um idoso, é preciso procurar ajuda através do CRAS, Conselho do Idoso da região e a UBS. Essas instituições formam uma rede de suporte social e são grandes encaminhadores para a solução de questões envolvendo abuso contra o idoso. Por: Michelle Schiavoni






