DCE UFOP
Saúde mental pós pandemia: saiba como lidar e buscar ajuda
Como anda sua saúde mental? Pouco se fala sobre os impactos que um problema psicológico ignorado ou deixado de lado pode causar em uma pessoa. Muitas vezes, nos deparamos com situações que causam uma tristeza profunda ou um sentimento de não pertencimento, geralmente esses momentos passam e nós seguimos em frente. Mas o que fazer quando esse sentimento não passa?
Atualmente a saúde mental da maioria das pessoas tem sido afetada por diversas situações, porém depois do início da pandemia, transtornos como a depressão e a ansiedade se tornaram mais presentes no cotidiano da população brasileira.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, casos desses transtornos psicológicos aumentaram cerca de 25% no primeiro ano da pandemia. Já a pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pelotas, mostrou que os casos diagnosticados de depressão subiram de 9% antes da pandemia para 13% em 2022. Segundo a psicóloga Luana Ferrari, atuante pela Fundação São Francisco Xavier, existem especialistas que afirmam que estamos vivendo uma nova pandemia, mas dessa vez na área da saúde mental.
Na Região dos Inconfidentes, infelizmente vemos que a situação tem afetado muitos jovens, em maioria, estudantes da universidade Federal de Ouro Preto. Nesse mês de Junho, aconteceram dois casos em que estudantes tiraram a própria vida, por causa dos transtornos, dos sentimentos de esgotamento e sobrecarga, trazidos principalmente pela falta de acesso à acompanhamentos psicológicos.
Segundo a nota de pesar e solidariedade lançada pelo Diretório Central Estudantil (DCE) da instituição, parte da culpa pelos acontecimentos recentes é da tentativa de desmonte da universidade pública, que foi realizada através de cortes de gastos do setor da educação. Em parte, a nota diz:
“Nós estudantes estamos enlutados pois era uma vida, era um estudante também, não se trata de mais um caso, são vidas que deixaram de existir e situações que poderiam ter sido evitadas pela UFOP e pela PRACE. Ao mesmo tempo, o desmonte e a perda orçamentária das universidades é um fator que precariza o acesso ao amparo psicológico e a melhores condições de permanência”.
Após o lançamento da nota, o DCE UFOP realizou um encontro com o intuito de acolher e explicar aos estudantes e servidores da universidade os impactos que os transtornos podem causar nas pessoas.
Respondendo a questão apresentada no início desse texto, o que fazer quando esses sentimentos não passam? O mais recomendado é que se entre em contato com um psicólogo ou outro profissional da área da saúde para buscar uma forma efetiva para lidar e realizar o tratamento para amenizar os danos causados por esses transtornos.
Existem diversas formas de se buscar ajuda, entre elas o DCE UFOP apresenta as seguintes:
Abrace UFOP
Centro de Valorização à Vida (CVV) - 188
Central de atendimento à Mulher - 180
Ouvidoria Feminina UFOP
Centro de Atenção Psicossocial - CAPS II - (31) 3559-3266
Centro de Atenção Psicossocial - CAPS - (31) 3558-2229
Por: Gustavo Ferreira






